Renault sozinha aos comandos da Flexis com saída da Volvo e CMA CGM

A Renault fica sozinha aos comandos da Flexis, criada há pouco mais de dois anos, depois de comprar a totalidade das acções do grupo Volvo (45%) e da CMA CGM (10%), segundo o comunicado do grupo automóvel francês.

A transacção está ainda sujeita à aprovação das autoridades anti-monopólio, mas se não houverem objecções por parte delas, a "transferência" poderá estar concluída ainda neste primeiro semestre.

O negócio não deixa de criar alguma surpresa: criada há pouco mais de dois anos, a parceria iria deixar a Renault com os automóveis, a Volvo com o transporte industrial e a CMA CGM com a logística marítima global.

O motivo oficial para a separação permanece obscuro no comunicado avançado pelo grupo automóvel francês esta segunda-feira, tanto mais porque a parceria iria representar uma visão partilhada do futuro da mobilidade profissional.

Trafic eléctrica em SDV

O que não muda é a ambição técnica do projeto, com a Flexis apontada ao desenvolvimento duma nova família de furgões eléctricos de médio porte construídos sobre uma plataforma skateboard.

Esta solução tecnológica permite a integração da bateria no piso para libertar o máximo de espaço útil para a carga e para o condutor e acompanhante.

Até ao final deste ano está prevista a entrada em produção da Renault Trafic Van E-Tech eléctrica na fábrica francesa do grupo em Sandouville, na qual estão já a trabalhar cerca de 1.300 técnicos no seu desenvolvimento.

Primeiro modelo da nova gama, o furgão aposta numa arquitectura de 800 volts segundo a abordagem SDV (Veículo Definido por Software).

A partir de 2027, a sua distribuição também será assumida pela Renault Trucks, que integra a divisão de veículos pesados do grupo Volvo, num vínculo comercial que sobrevive à venda da participação sueca na Flexis.

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